Meu Corpo Gordo na Fotografia

coletivo lute como uma gorda propõe Fotografia de Resistência

Somos o Coletivo Lute como uma Gorda formado principalmente por Malu Jimenez e Ju Queiroz. Juntas produzimos fotografia de resistência, colocando o corpo gordo e a discussão sobre a gordofobia no foco de nossas produções artísticas. Junto as corpas gordas, trazemos ao foco denúncias ambientas, sociais e políticas que nos transpassam na vivencia de duas mulheres que querem mudar o mundo.

O coletivo parte dos estudos transdisciplinares das corporalidades gordas no Brasil com a tese de doutorado “Lute como uma Gorda: gordofobia, resistências e ativismos”, junto aos estudos da fotografia de corpos dissidentes desenvolvido por Ju Queiroz.

Desde 2019, viemos desenvolvendo a ideia de trabalhar com ensaios fotográficos políticos que trouxesse uma proposta de resistência. A ideia é trazer a fotografia como uma ferramenta, instrumento na luta antigordofobia, de representatividade e de posicionamento político: o corpo gordo é revolução! O corpo gordo é político!

A fotografia de resistência, ou como resistência é a arte de fotografar corpos esquecidos, hostilizados e excluídos socialmente. Corpos que nunca aparecem na mídia e ensaios “convencionais”, é uma proposta de subverter a lógica do que se considera “belo”, “normal”, “positivo”, “saudável” na concepção atual.

A arte da fotografia como resistência se propõe a trazer um discurso alternativo ao poder, a esse capitalismo fascista, neoliberal que vivenciamos no mundo todo, a concepção que só um tipo de corpo é enaltecido: o branco, hetero, macho normativo.  Nosso trabalho rompe com esse discurso hegemônico, trazendo meu corpo gordo como central na composição da fotografia, uma corpa GORDA como máquina de guerra em ato de sobrevivência, (re)existência ao discurso unificado e moralista, propondo novas ideias, saberes e olhares sobre corporeidades femininas hoje.

É uma CORPA MANIFESTA que propõe pela imagem, brechas de fugas ao que se tem como ideal e institucionalizado, é romper com a ideia de que estamos morrendo, pelo contrário, estamos subvertendo a lógica ilógica que nos mata a cada dia. Nosso trabalho transpassa por essa proposta de fazer fotografia como resistência à heteronormatividade que sustenta políticas fascistas e neoliberais do hoje.

O que fazemos é artivismo, nosso trabalho é político e por isso causa tanto ódio, raiva e temor.

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